A conta começa pelo contrário do que parece. O banco define uma parcela máxima a partir da sua renda, e só então descobre qual imóvel cabe nela. Por isso duas pessoas com a mesma renda podem ser aprovadas para valores diferentes: o que muda é a soma das outras dívidas, o prazo e a entrada.
A regra da parcela
A prática de mercado é limitar a parcela a cerca de um terço da renda familiar bruta. A renda pode somar cônjuge e, em muitos bancos, familiares diretos. Quanto maior a renda comprovada, maior a parcela aceita, e maior o valor financiável.
O que reduz o valor aprovado
Outras prestações já comprometidas entram na conta e derrubam o teto. Financiamento de veículo, empréstimo consignado e crédito estudantil ocupam o mesmo espaço da parcela do imóvel. Quitar uma dívida menor antes da análise costuma render mais do que aumentar a entrada.
O que aumenta o valor aprovado
Entrada maior reduz o valor financiado e a parcela. Prazo mais longo dilui a parcela, ainda que aumente o custo total. Somar a renda de um segundo comprador é o movimento que mais desloca o teto, e é comum em compra de primeiro imóvel.
A ordem que funciona
Peça a simulação antes de escolher o apartamento, não depois. Com o teto na mão, a escolha passa a ser entre imóveis que você já sabe que consegue comprar, e a negociação fica mais rápida. É o oposto de se apaixonar por uma planta e descobrir depois que a parcela não fecha.
















































